Projeto Caneta Vermelha

Não é a cor da tinta, é a cor do texto

Tarde demais

Eu era uma criança no escuro
Você não teve culpa
Você não sabia
Nossa dor foi ter nascido
Eu te vi e sentia a mim mesma
O corpo tão frágil e sofrido
A dor da alma
Translúcida na falta do ar

Como era inesperado!
Da morte feliz no mar profundo…
À uma cama de hospital
Com uma cruz na alma e a dor no corpo

Eu não me perdoo
Ainda não
Eu quis morrer todos os dias
O oceano a me chamar
A luz de um farol a brilhar
Os pés na areia
Lágrimas de sal
À espera de um sonho
Que suplantasse todos os outros
Em que te vejo por dentro
Não. Fiquei aqui, só.
Quase, quase todos contra mim.

E a verdadeira versão dos fatos
Somente o que hoje é meu espelho
Soube

Ellen Augusta

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Publicado às 11 de março de 2014 por em Cartas para mães e marcado , , , , .

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